A arquiteta e urbanista Maria Elisa Costa, filha do renomado urbanista Lúcio Costa, faleceu em Brasília aos 91 anos. Sua morte ocorreu na terça-feira, 25 de agosto de 2026, e foi anunciada por sua família nas redes sociais. Maria Elisa deixa uma filha e três netas, e sua trajetória profissional deixa um legado importante para a arquitetura e a preservação do patrimônio cultural brasileiro.
Uma Vida Dedicada à Arquitetura
Maria Elisa nasceu no Rio de Janeiro em outubro de 1934 e formou-se em arquitetura pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1958. Desde cedo, sua carreira se destacou pela combinação de arquitetura e urbanismo, com um forte compromisso com a preservação do patrimônio histórico.
Contribuições para Brasília
Antes de se firmar como uma defensora da preservação do patrimônio de Brasília, Maria Elisa trabalhou em diversos projetos e escritórios tanto no Brasil quanto na França. Entre 1986 e 1987, atuou como assessora da Secretaria de Viação e Obras do Governo do Distrito Federal, além de ter sido membro do Conselho de Arquitetura, Urbanismo e Meio Ambiente (CAUMA). Sua atuação foi crucial em várias iniciativas de proteção e conservação da capital.
Legado e Preservação do Patrimônio
Após a morte de seu pai em 1998, Maria Elisa intensificou seu trabalho em defesa do conjunto arquitetônico e urbanístico de Brasília. Ela presidiu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) entre 2003 e 2004, e posteriormente liderou a Associação Casa de Lúcio Costa, que tem como missão conservar a memória e o legado de seu pai. Sua paixão pela preservação e seu compromisso com Brasília tornaram-se marcos de sua trajetória.
Reconhecimento e Homenagens
Maria Elisa Costa foi uma figura respeitada no meio arquitetônico, reconhecida por sua dedicação à preservação do patrimônio. Seu trabalho influenciou não apenas a arquitetura de Brasília, mas também a maneira como o patrimônio cultural é valorizado no Brasil. Sua morte representa uma grande perda para a comunidade, que agora lamenta a ausência de uma profissional tão comprometida e apaixonada por sua cidade e sua história.
Conclusão
A vida de Maria Elisa Costa serve como um exemplo inspirador de dedicação à arquitetura e à preservação do patrimônio cultural. Seu legado perdurará não apenas nas edificações que ajudou a proteger, mas também na memória de todos que se beneficiaram de seu trabalho e paixão por Brasília. A comunidade arquitetônica e os cidadãos brasileiros sentem sua falta, mas celebram suas contribuições inestimáveis.

