Finalistas do Prêmio Casa e Jardim 2026: Memórias em Móveis Restaurados

O Prêmio Casa e Jardim 2026 revelou os dez finalistas da categoria Memória, que foram selecionados pela equipe da revista em colaboração com a marca Sparlack Cetol. Esses projetos destacam móveis herdados ou encontrados que não apenas servem como elementos funcionais em ambientes, mas também como portadores de histórias e memórias que atravessam gerações.

O Valor Emocional dos Móveis

Os finalistas apresentaram peças que vão além da estética; cada item carrega consigo um forte vínculo afetivo, resgatando lembranças e emoções. A seleção reflete a importância de preservar a história familiar por meio da decoração, transformando esses objetos em verdadeiros testemunhos de vidas passadas.

Projetos em Destaque

Diversos projetos foram destacados no concurso, cada um com uma narrativa única. O primeiro exemplo é o apartamento de Cinthia Pires, localizado em Juiz de Fora, MG, que abriga um acervo de móveis de madeira significativos para a história da família. Durante a reforma, foram recuperados armários e restauradas antiguidades, como camas e mesas de cabeceira herdadas, garantindo que a essência original fosse mantida.

Espaços que Contam Histórias

Outro projeto notável é o da arquiteta Ana Rossetti, que compartilha um espaço de 216 m² em São Paulo com seu parceiro. A cristaleira de madeira embuia, restaurada e fixada na parede, se destaca na sala. Este móvel, que pertenceu à avó da moradora, traz à tona memórias afetivas, transformando o ato de utilizá-lo em um reencontro com o passado.

Restaurações que Preservam a História

Gabriel Magalhães também contribuiu com um projeto que valoriza a memória familiar. Em uma casa de 550 m² em Salvador, BA, a antiga cômoda da entrada foi limpa e integrada à decoração, servindo como um santuário para a família. Essa abordagem reforça a conexão com a história do imóvel, que já foi um refúgio de escritores famosos.

A Importância da Herança Familiar

No Jardim Europa, em São Paulo, o apartamento de 320 m² foi projetado para manter viva a memória familiar através de cristaleiras herdadas. Essas peças, que se mantiveram em ótimo estado, não apenas embelezam o ambiente, mas também transmitem valores de cuidado e tradição à nova geração.

Conexão entre o Passado e o Presente

Finalmente, o projeto de Mandril Arquitetura, em um apartamento de 138 m², incorpora um conjunto de mesa de jantar e cadeiras que pertenciam ao avô da moradora, restaurados para o novo espaço. Esta escolha reflete uma tendência crescente em que as pessoas buscam conectar suas histórias pessoais ao design contemporâneo, criando laços entre passado e presente.

Conclusão

Os finalistas do Prêmio Casa e Jardim 2026 na categoria Memória demonstram como a arquitetura e o design podem servir como veículos de preservação da história familiar. Ao restaurar e integrar móveis com valor sentimental, esses projetos não apenas embelezam os espaços, mas também resgatam e celebram as memórias que moldam nossas vidas.

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com